O que me vai na alma...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Amor é... (11)

... um conto de fadas!!!!! :)

Tal como narra a letra da canção desta minha recordação de infância:

Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.
Uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.
Ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?"
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a Cinderela".
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou.
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou...

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.

E, num desses bons momentos, houve sentimentos a falar por si.
Ele pegou na mão dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.
(Cinderela)

Então,
Bate, bate coração
Louco, louco de ilusão
A idade assim não tem valor.
Crescer,
vai dar tempo p'ra aprender,
Vai dar jeito p'ra viver
O teu primeiro amor.

[Carlos Paião]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Verdade(s)

"Tout est vrai et rien n'est vrai!"

[Albert Camus, Étranger]

Tudo depende da perspectiva em que nos colocamos, tudo depende daquilo em que queremos acreditar e daquilo por que queremos lutar, tudo depende de cada um de nós!

Se a verdade fosse a mesma para cada um de nós, como seria cinzento e monótono o mundo... mas também seria com certeza mais harmonioso!

[Um clássico repleto de deixas para nos fazer pensar sobre a nossa existência e sobre a forma como nos posicionamos no mundo... esta é apenas uma delas! Recomendo vivamente!]

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Feliz Natal / Merry Christmas / Joyeux Nöel / Fröhliche Weihnachten / Feliz Navidad / Buone Feste Natalizie / ευτυχή Χριστούγεννα


Neste Natal, vou plantar uma árvore dentro do meu coração e nela colocarei, no lugar de presentes, enfeites natalícios e afins, os nomes das pessoas que fazem parte da minha vida.

As que vivem longe e as que vivem perto;
As antigas e as mais recentes;
As que vejo todos os dias e as que raramente vejo;
As que recordo frequentemente e as que às vezes esqueço;
As das horas difíceis e as das horas alegres;
As que sem querer feri e as que sem querer me feriram;
Aquelas que conheço profundamente e aquelas que conheço superficialmente;
As que me recordam e as que recordo;
Aquelas que me ensinaram e as que se deixaram ensinar por mim...

Este Natal, vou plantar uma árvore de raízes muito profundas para que os nomes destas pessoas nunca sejam arrancados do meu coração.

FELIZ NATAL A TODOS!!!!!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A beleza da simplicidade




[Nikita @ Serra da Freita - Arouca / Aveiro]


Branco, branco, branco...
Frio, frio, frio...
Risos, brincadeiras, felicidade...

As coisas mais belas são as mais simples!


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A desumanidade da Humanidade

Fui ver...
consciencializador...
chocante... assustador...
retrato desumano da Humanidade...
tão horroroso e tão potencialmente verdadeiro...
IMPERDÍVEL!

Ecos...


Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...

Há uma hora estava a fazer aquilo! Agora estou a fazer isto! Mas já me devia estar a preparar para fazer o que tenho de fazer a seguir!


Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...


Há bocado estava ali! Agora estou aqui! Mas já devia estar a ir para acolá!


Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

As TIC e as relações humanas



Num mundo cada vez mais marcado pelas TIC, as relações acabam por ser cada vez mais iniciadas, construídas e, naturalmente, terminadas à distância, mediadas pelo ecrã de um computador, à distância de um clique! Será isto bom? Mau? Depende do contexto inerente a cada relação e do tipo de relação que se quer.

Eu sou adepta das TIC, mas no que toca a relações humanas tenho vindo a mudar a minha opinião. Não dispenso o calor de uma conversa in presentia, a troca de olhares, os sorrisos, o toque, o descodificar das emoções que muitas vezes se tentam esconder por detrás das expressões faciais (e tão facilmente dissimuladas atrás de um ecrã de computador). Não dispenso isso e cada vez estou mais certa que não há nada que possa substituir essa forma tão rudimentar e pouco inovadora de socializar!

Mas, no nosso mundo, cheio de ligações em rede, hi5, Facebook, e afins... "apagar" uma pessoa da nossa "vida" (ou pelo menos, fazer com que ela saia da nossa rede de amigos disponível na Internet) é possível... e tão fácil, como dá a entender esta música.
Quando a ouvi pela primeira vez, tive uma reacção naturalíssima: rir, rir, rir e rir! "Quem se lembra de escrever uma música com um refrão como este?!" - pensei eu. Mas, logo a seguir dei comigo a pensar: "Quantas e quantas pessoas já não fizeram isto?" - eu própria já fiz - "E vale a pena?"
No meu caso particular, não valeu, porque a pessoa em questão foi apagada de facto do meu grupo de amigos do hi5, mas não da minha vida, e ainda bem! Porque nós somos feitos do nosso passado e não o podemos apagar ou esquecer só porque resolvemos seguir em frente! O que fiz para resolver este imbróglio? Falei com a pessoa em questão, que entretanto se tinha apercebido, pedi desculpa e voltei a integrá-la no meu grupo de amigos.
O que aprendi? Aprendi que não vou mais "apagar" ninguém da minha "vida", mas antes "actualizar" o significado e o papel que cada pessoa vai tendo na minha "vida" sempre que for necessário!