O que me vai na alma...

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terça-feira, 21 de julho de 2009

Happiness (2)


Hoje, em conversa com um amigo, revisitei este post: Happiness.

Passado todo este tempo... o que tenho a dizer...

Nem sempre vale a pena correr! Quanto mais se corre, mais a borboleta se distancia. Acho que a felicidade não gosta de ser caçada, antes pelo contrário, é ela que gosta de caçar! E fá-lo quando menos se espera!

Hoje sou feliz!
Tenho ao meu lado o companheiro com que sempre sonhei!
Faço planos para o futuro!
Vivo o dia-a-dia intensamente!
Estou realizada no trabalho (apesar de estar exáustica...)!

Hoje encaro os desafios com a serenidade de quem sabe de onde vem, onde está e para onde quer ir!
Andei perdida, mas encontrei-me! Ou melhor: encontrou-me! A felicidade encontrou-me e fê-lo quando menos esperava... quando deixei de correr atrás da sua miragem e me sentei, de braços abertos... ela veio, de mansinho... aproximou-se... aproximou-se... e quando dei por mim, instalou-se!

[Este pensamento é para ti, que me fizeste procurar a frase para te animar! Boa sorte, amigo!]

terça-feira, 30 de junho de 2009

Flashes...


Dei por mim a pensar, hoje, numa das vivências que tive numa das sessões de psicanálise que fiz. [sim, já fiz psicanálise! E recomendo! Pois afinal, sabemos mais de nós próprios do que imaginamos...]

Percorria eu um caminho, longo, sozinha... mas não tinha medo! Pelo contrário, esforçava-me por viver intensamente cada centímetro desse trilho, cada pedra no caminho, cada flor na berma da estrada, cada brisa de vento ameno, cada arrepio de vento gelado!
Caminhei, caminhei, caminhei... e senti-me crescer a cada passo!
Até que passou o tempo (apercebi-me pelas mudanças da paisagem, motivadas pelo clima típico das estações) e alguém, subitamente, passou a acompanhar-me nessa caminhada!

A partir daí, não sei o que aconteceu, porque o meu sub-consciente saltou para outra realidade (que poderei partilhar noutra altura). Mas também não interessa! Se soubesse, perderia o encanto!

Agora, é fazer o percurso daí para a frente, sabendo que não é um percurso solitário, mas a dois! Os dois encontraremos pedras, as quais atiraremos para a berma! Juntos, encontraremos flores, que admiraremos, mas deixaremos ficar no seu lugar! Juntos desfrutaremos da brisa amena e abrigar-nos-emos do vento gelado! Juntos... até que o amor assim queira!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Feliz Natal / Merry Christmas / Joyeux Nöel / Fröhliche Weihnachten / Feliz Navidad / Buone Feste Natalizie / ευτυχή Χριστούγεννα


Neste Natal, vou plantar uma árvore dentro do meu coração e nela colocarei, no lugar de presentes, enfeites natalícios e afins, os nomes das pessoas que fazem parte da minha vida.

As que vivem longe e as que vivem perto;
As antigas e as mais recentes;
As que vejo todos os dias e as que raramente vejo;
As que recordo frequentemente e as que às vezes esqueço;
As das horas difíceis e as das horas alegres;
As que sem querer feri e as que sem querer me feriram;
Aquelas que conheço profundamente e aquelas que conheço superficialmente;
As que me recordam e as que recordo;
Aquelas que me ensinaram e as que se deixaram ensinar por mim...

Este Natal, vou plantar uma árvore de raízes muito profundas para que os nomes destas pessoas nunca sejam arrancados do meu coração.

FELIZ NATAL A TODOS!!!!!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ecos...


Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...

Há uma hora estava a fazer aquilo! Agora estou a fazer isto! Mas já me devia estar a preparar para fazer o que tenho de fazer a seguir!


Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...


Há bocado estava ali! Agora estou aqui! Mas já devia estar a ir para acolá!


Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo... Tempo...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

As TIC e as relações humanas



Num mundo cada vez mais marcado pelas TIC, as relações acabam por ser cada vez mais iniciadas, construídas e, naturalmente, terminadas à distância, mediadas pelo ecrã de um computador, à distância de um clique! Será isto bom? Mau? Depende do contexto inerente a cada relação e do tipo de relação que se quer.

Eu sou adepta das TIC, mas no que toca a relações humanas tenho vindo a mudar a minha opinião. Não dispenso o calor de uma conversa in presentia, a troca de olhares, os sorrisos, o toque, o descodificar das emoções que muitas vezes se tentam esconder por detrás das expressões faciais (e tão facilmente dissimuladas atrás de um ecrã de computador). Não dispenso isso e cada vez estou mais certa que não há nada que possa substituir essa forma tão rudimentar e pouco inovadora de socializar!

Mas, no nosso mundo, cheio de ligações em rede, hi5, Facebook, e afins... "apagar" uma pessoa da nossa "vida" (ou pelo menos, fazer com que ela saia da nossa rede de amigos disponível na Internet) é possível... e tão fácil, como dá a entender esta música.
Quando a ouvi pela primeira vez, tive uma reacção naturalíssima: rir, rir, rir e rir! "Quem se lembra de escrever uma música com um refrão como este?!" - pensei eu. Mas, logo a seguir dei comigo a pensar: "Quantas e quantas pessoas já não fizeram isto?" - eu própria já fiz - "E vale a pena?"
No meu caso particular, não valeu, porque a pessoa em questão foi apagada de facto do meu grupo de amigos do hi5, mas não da minha vida, e ainda bem! Porque nós somos feitos do nosso passado e não o podemos apagar ou esquecer só porque resolvemos seguir em frente! O que fiz para resolver este imbróglio? Falei com a pessoa em questão, que entretanto se tinha apercebido, pedi desculpa e voltei a integrá-la no meu grupo de amigos.
O que aprendi? Aprendi que não vou mais "apagar" ninguém da minha "vida", mas antes "actualizar" o significado e o papel que cada pessoa vai tendo na minha "vida" sempre que for necessário!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Porque sim...

[Nikita, Outubro'o7 @ Durham, UK]

... porque adoro o Outono, as suas cores, as suas texturas...
... e... porque adoro cogumelos!
... e... porque esta foto tem muito significado para mim!
... porque me lembra a altura em que a minha vida começou a mudar!
... há cerca de um ano...
... far, faraway from here!!!!!

:D

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Arco-íris


Lá fora, a chuva não pára de cair!
O cheiro a terra molhada invade os meus sentidos...
O vento sopra e as folhas salpicam de cor o chão que piso...
Lá fora, chegou o Outono!

Cá dentro, o Sol não pára de brilhar!
O calor que emana aquece o meu coração...
A sua luz reflecte um brilho intenso de felicidade no meu olhar...
Cá dentro, chegou a Primavera!

Esta manhã, quando saí à rua, o Sol que brilha dentro de mim juntou-se à chuva que caía do céu.
E desta junção nasceu um lindo, brilhante e grandioso Arco-Íris!
Símbolo da ponte entre o real e o imaginário, este Arco-Íris representa, para mim, a busca do sonho, a luta pela felicidade e a convicção de que ela está cada vez mais próxima!
Não vou nunca parar de sonhar!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pôr-do-Sol

[Nikita, Agosto'08 - o meu esconderijo]

Adoro o pôr-do-sol...
É dos meus momentos do dia preferidos...
As cores, a calma, a simbologia...
O mar, a praia, as gaivotas...
O cenário perfeito!

Amanhã é um novo dia!
Nada é eterno!
Tudo se renova!
Tudo se transforma!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Era uma vez...

... um príncipe... ou uma princesa... como queiram...
[vou passar a narrar o resto da história referindo-me ao príncipe, mas podem sempre ir fazendo as alterações de género se por acaso preferirem uma história com uma heroína princesa]

Recomeçando,

Era uma vez, um príncipe...
... bonito, inteligente, bem-humorado, simpático...
... mas que tinha um grande problema que o impedia de ser feliz na sua plenitude.

A sua família estimava-o muito. Tinha uma relação franca e harmoniosa com os pais e irmãos. Até com os criados era bastante afável, era querido e admirado entre todos. Neste domínio não sentia qualquer limitação...

Tinha muitos amigos, com quem se divertia imenso, de quem gostava muito e por quem era bastante apreciado. Era um príncipe divertido, que gostava imenso de sair e de fazer grandes farras com os amigos. Ele era capaz de criar e manter empatias, tinha amizades muito fortes e duradouras. Também não tinha qualquer limitação neste domínio.

Tinha um trabalho que adorava, tinha estudado nas melhores escolas e era um dos mais conceituados profissionais na sua área! No que diz respeito à sua vida profissional, tudo corria às mil maravilhas.

Apesar de ser bonito e de atrair a atenção de muitas mulheres no reino e fora dele, princesas ou não... apesar de se ter apaixonado diversas vezes... apesar de ter já tido alguns relacionamentos mais ou menos sérios... a verdade é que este príncipe não era capaz de amar, de se entregar, de partilhar a sua vida com ninguém. E por isso, vivia infeliz, sentia-se solitário, embora por vezes estivesse rodeado de imensos amigos e familiares que muito lhe queriam bem!

A consciência dessa sua incapacidade ainda o deixava mais triste e desiludido consigo mesmo. Sempre que se voltava a apaixonar, pensava que iria ser diferente... mas, depois, via-se a fazer constantemente os mesmos erros: a entregar-se e a fugir, a confiar e a desconfiar, enfim... via-se constantemente no meio de enredos incoerentes, criados única e simplesmente por causa dessa sua incapacidade de amar, de se entregar... e elas acabavam por desistir, por sair magoadas e por o deixarem sozinho, mesmo que muitas vezes ainda o continuassem a amar...

........................................................................................................................

[aceitam-se sugestões para o final desta história... gostaria que acabasse como as típicas histórias de encantar, mas, sinceramente, não sei se desta vez isso será possível... porque nesta história de encantar não podem entrar seres sobrenaturais, como as fadas, que com as suas varinha mágicas e pózinhos de perlimpimpim resolvem todos os problemas. Será o príncipe capaz de resolver esta sua incapacidade e ser feliz? Não sei, sinceramente não sei...]


sábado, 26 de julho de 2008

8 coisas que gostaria de fazer antes de morrer...


Pois, o TT passou por aqui e desafiou-me a pensar neste tema.
Foi complicado, há tanta coisa que gostaria de fazer antes de deixar este mundo e este corpo.
Bem, aqui vai a selecção das 8 coisas essenciais que gostaria de conseguir fazer:

1. Encontrar paz, harmonia e ser feliz!
[É básico, eu sei... Pode ser já?!]

2. Aprender uma lição de vida e passar a valorizar apenas quem me valoriza a mim!
[isto gostaria de aprender, se fosse possível, já a partir de ontem ;) De certeza que em muito contribuíria para o meu desejo anterior!]

3. Dar aos meus pais, aos meus avós, à minha mana e aos meus amigos mais queridos muitos motivos para sorrirem e para se sentirem orgulhosos de mim!
[Vê-los felizes e a sorrir deixa-me a mim tão feliz!!!!!]

4. Ter o meu espaço, pensado e montado por mim e por quem o partilhe comigo, não importa onde.
[Uma casa é um refúgio, um centro de energias, de segurança, de harmonia... não o é sempre, mas este espaço que gostaria de construir terá de ser isto para que me sinta feliz! Terá de ter, também, janelas grandes para entrar a luz do Sol, linhas simples e rectas, e, essencial, terá de misturar 3 materiais que adoro: pedra, madeira e ferro. E, claro, um grande jardim... É tão bom sonhar...]

5. Ter filhos, vê-los crescer, educá-los, vê-los ganharem asas e voarem.
[Haverá realização maior do que esta?]

6. Andar de balão de ar quente com a minha alma-gémea.
[Depois de a encontrar, claro!]

7. Voltar a dar aulas!
[É a minha grande paixão!]

8. Dar uma volta ao mundo, com paragem obrigatória em pelo menos um destino de cada continente:
Europa - Itália; América - Chile; África - Quénia; Oceania - Timor; Ásia - Israel...
[Adoro viajar... conhecer outros povos, outras culturas... experimentar novos sabores, outras formas de preparar comida... dançar ao som de outros ritmos... respirar outros odores... ouvir outras línguas, outras entoações...]

[Pronto, TT, cá está a resposta ao teu desafio. Mais uma vez, vou desobedecer às regras e não vou desafiar ninguém... como já expliquei num post anterior, não acho grande piada a estas correntes... mas, tal como da outra vez em que respondi a um desafio, também me deixei entusiasmar com o tema. :)]

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O regresso...


"All good things comes to an end!"

... é sempre a primeira frase que me vem à cabeça quando regresso de viagem...


Nos últimos momentos, já sinto nostalgia dos espaços, das pessoas, dos aromas e sabores que me acolheram durante as minhas estadias fora de casa...

Depois, penso nas pessoas que me aguardam, nas saudades que já sentia, na alegria do reencontro...

E um misto de sentimentos apodera-se de mim: tristeza, nostalgia do que vou deixar; alegria e ansiedade em relação ao que vou reencontrar...


Quando chego, gostaria de ter força e energia para transmitir o entusiasmo da viagem, das experiências vividas... mas... não consigo... durante os primeiros tempos custa-me falar nisso, custa-me partilhar, porque, no meu íntimo, ainda estou a processar, ainda estou a moldar-me ao que de novo vivenciei, reconstruindo-me, tornando-me numa pessoa um pouco diferente, enriquecida (ou não) com essas novas experiências e vivências...

Os espaços, os gestos, os contactos... tudo parece diferente, estranho... O meu quarto parece maior; os meus pais parecem diferentes, mais bonitos, mais novos; eu sinto-me estranha, não sei o que dizer, como me comportar... Durante os primeiros tempos, sinto-me quase a "vaguear" sobre mim... nem parece que sou eu que tenho controlo sobre o que faço e digo... sinto que me estou a readaptar ao meu habitat...


Até que, a seu tempo, horas, dias, semanas, depende... tudo volta à normalidade!

Renasço EU, a mesma pessoa de sempre na essência, mas enriquecida com todo o processo de contacto com outras pessoas, outras formas de estar na vida, outras culturas... enfim, enriquecida com todo o processo de construção de novas aprendizagens!

Só aí, nesse momento, consigo falar com entusiasmo do que vivi, só aí consigo partilhar as experiências e aprendizagens!


É nesse momento que os olhos brilham, pois é o momento do reencontro comigo mesma!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Portas da Vida (2)


É impressionante como a vida nos surpreende!
É impressionante como a vida nos vai apresentando portas e janelas quando menos esperamos!
E o que consegue ser ainda mais impressionante é como nos faz passar mais do que uma vez à frente da mesma porta, quando, por acaso, passamos por ela sem nos darmos conta!

Neste momento, surgiu no corredor da minha vida uma nova porta, que ando a mirar, a examinar, curiosíssima por saber o que está do lado de lá!
Curiosamente, da primeira vez que passei por ela, mal reparei! Talvez andasse deslumbrada com outra porta...
O facto é que, desta vez, não me passou despercebida! Gostei do aspecto da porta... a madeira pareceu maciça, de boa qualidade... embora não lhe tenha tocado, a textura sugeriu-me um misto de material árido, mas suave... esse aspecto deixou-me intrigada (gosto de desafios)... aproximei-me, sem tocar, e examinei o que os meus olhos puderam... sem que ninguém visse, encostei o ouvido à porta, e gostei dos sons que de lá saíam...

Agora estou num dilema: o que faço?!
- continuo a observar a porta, na expectativa de conhecer um pouco mais do seu interior?!
- espreito pela fechadura?! eu sei que isso é feio, que não se faz... mas também não se escuta por detrás das portas e eu fi-lo...
- deixo que a porta dê um sinal que se quer abrir para mim ou o contrário?!
- e se se abre e o que lá está dentro me desilude?! vale a pena correr o risco?! sei por experiência própria como este tipo de portas custa a fechar depois de abertas...
- pior, e se o que lá está dentro me deslumbra, mas não é para mim?! se calhar o melhor é afastar-me enquanto é tempo...

Bem, para já, não faço nada!
Tenho 2 semanas de retiro, longe dessa porta... pode ser que até à hora do novo cruzamento com ela, estas ideias já estejam mais assentes... I HOPE SO!!!!

[Mas que gostei de me sentir assim novamente, lá isso gostei! :D]

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Obrigada...


Vou voar pelas minhas próprias asas!
Estás feliz por isso, eu sei...
Mas choras... e eu sei porquê...
Vou bater as asas,
vou deixar o teu ninho e
começar a construir o meu ninho.

Não tenhas medo,
porque, no meu novo ninho,
o teu será/terá sempre continuidade!
Orgulha-te!
Afinal a tua "pardalinha" vai voar!
E nesses voos, o teu ninho
será sempre um porto de abrigo privilegiado!

Obrigada pelo apoio, pelo carinho,
pelos teus ensinamentos de vida,
por me teres tornado naquilo que sou!
Obrigada por teres a tua asa sempre disponível
para me abrigar!
Obrigada por tudo, MÃE!

[Amo-te!]

domingo, 15 de junho de 2008

Afinal... o AMOR existe!


Ultimamente, tenho-me feito muitas vezes esta pergunta: Será que o AMOR existe?

Por vezes, em tom de brincadeira, dou por mim a tecer comentários do género "o amor é uma invenção, uma ilusão"...


Não estou a falar de sentir "amor", "paixão", "atracção", "desejo", "carinho", "amizade" (e outros diferentes tipos de amor) por outra pessoa... Isso existe, claro! Todos já sentimos estes sentimentos e as sensações que nos transmitem, sendo eles correspondidos ou não. Todos já sofremos, já regozijamos de alegria, já nos decepcionamos, já nos surpreendemos... com pessoas por quem nutrimos estes sentimentos.


Estou a falar de viver o AMOR, da partilha, da entrega, da cumplicidade, da segurança, da harmonia... do se sentir completo/a e feliz só por estar na presença da pessoa amada, sem precisar de falar, comunicando com a presença, com o olhar, com os gestos, com os silêncios... Sentir uma felicidade imensa ao adormecer e acordar com a pessoa em presença ou no pensamento... Sentir que a vida faz sentido, não só por nós próprios e pelos objectivos que delineámos individualmente, mas sobretudo pelo percurso que se vai construindo em conjunto com o outro...


Será que este AMOR existe? Não será uma invenção do Homem, insatisfeito por natureza, que procura sempre algo mais por que lutar? Não será o ideal a atingir e, como tal, algo que não existe concretamente, só na nossa imaginação?


Hoje, quando fui tomar o meu cafézinho de depois do almoço bem perto da minha quase-casa, deparei-me com uma imagem tão ternurenta, que denotava tanto amor, tanta partilha, tanta cumplicidade e harmonia... que dei por mim a comentar "Afinal, o AMOR existe!", com um grande brilho no olhar!


Era um casal já avançado na idade, deviam rondar os 70 anos de idade. A forma como se olhavam, o tom de voz com que falavam, a forma como cruzavam as mãos... a felicidade e a harmonia que transmitiam a quem os observava (como eu), fez-me pensar outra vez nesta questão e a concluir o seguinte:


Sim, o AMOR existe! Não é utopia! Não é invenção! Mas também não é fácil de o viver!

Cabe-nos a nós procurá-lo, cimentá-lo, construí-lo, alimentá-lo, mimá-lo... VIVÊ-LO na sua plenitude!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

As 6 coisas que mais odeio

1. Que traiam a minha confiança
Mentirem-me, enganarem-me... eis as piores coisas que me podem fazer!
A confiança é, para mim, o alicerce de toda e qualquer relação, seja ela de amor, de amizade ou até profissional. Como nos ensina a lei da física, sem alicerces sólidos, não vale a pena construir majestosos castelos ou grandes arranha-céus, pois mais cedo ou mais tarde eles desabam. Daí eu ser tão "fundamentalista" no que diz respeito a esta questão!
Se me querem ver pelas costas, minta-me, enganem-me e traiam a minha confiança.

2. Que me digam o que devo ou não fazer
Detesto quando me dizem "vem por aqui!", "faz isto!", "não faças isso!", "não sejas teimosa!"... nomeadamente quando a pessoa que mo diz não tem, aos meus olhos, "autoridade" e conhecimento de causa para o fazer.
Isto não quer dizer que não ouço o que os outros me dizem, nem que não sigo os conselhos que me dão. Depende de quem o faça e da forma como o faça.
Detesto prepotência, arrogância... e principalmente que se estejam a defender interesses que não os meus por detrás desses "conselhos"... detesto imparcialidade (isso não é nem nunca será amizade).

3. Que me façam perder tempo e energia
Desperdício... outra sensação que me deixa os cabelos em pé!
Sou uma pessoa muito empenhada e persistente, luto pelo que acredito e pelo que quero com todas as minhas forças. Quando me decido a fazer algo, faço-o e da melhor forma que for capaz (sou perfeccionista)... por isso mesmo, detesto a sensação de estar a perder tempo e energia com algo que não vai resultar, com algo que não me dá prazer, com algo que sei que não passa disso mesmo: desperdício!

4. Que me façam "promessas" que sabem que não vão cumprir
Sim, esta é outra coisa que odeio... E, infelizmente, cada vez menos as pessoas respeitam a palavra que dão. Aliás, existem pessoas que quando dizem que vão fazer uma coisa já sabem à priori que não o vão fazer e, claro, chegam à hora e "cortam-se". E muitas vezes dizem que não se tinham comprometido com nada, como se a palavra não bastasse! Isso deixa-me passada!
Infelizmente sou uma pessoa que cria muitas expectativas em relação às coisas e às pessoas, faço planos e acredito na palavra que me dão... e é muito mau quando essas expectativas saem defraudadas apenas porque não se cumpre aquilo que se diz.

5. Chegar atrasada e que cheguem atrasados
Ui... Detesto chegar atrasada, saber que alguém está a "apanhar uma seca" porque eu não fui capaz de gerir o meu tempo :S e detesto isso, principalmente porque sei como fico enervada e chateada quando mo fazem...

6. Que me sirvam café queimado e mal tirado
Adoro café, o sabor, o cheiro, as sensações que me transmite! É o meu pequeno vício!
Sou muito exigente no café: gosto dele forte, bem quente, cremoso e a saber a café, não ao queimado ou a borra. Quando vou a algum lado e me servem um café que não obedeça a estes requisitos, fico muito desiludida...

[Este post é o resultado de um desafio que um dos leitores deste blog me fez!
Não sou muito de mensagens-corrente, nem por carta, nem por e-mail, nem por telemóvel e nem por blog.
No entanto, achei piada ao tema da corrente e resolvi responder ao desafio. Contudo, não vou desafiar ninguém para o fazer, como disse não sou adepta de correntes. Se alguém quiser pegar no tema e auto-desafiar-se, tudo bem ;)]

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Flashes da infância


"Dó, Ré, Mi, Fá, Sol...
Eu perdi o Sol da minha viola,
Da minha viola eu perdi o Sol,
Sonhar é muito bom, é muito bom,
Sonhar é muito bom, é muito bom,
É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom,
É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom,
É bom..."

Ontem, vinha eu no comboio, de regresso a casa depois de um fim-de-semana excelente na capital, quando uma miúda que vinha à minha frente começou a cantar esta canção!!!!
Quando dei por mim, estava eu, mentalmente (e não só), a fazer coro com ela!
Foi bom reencontrar a criança que sabia que ainda existia em mim!!!! :D

Espero que tenham tido um Feliz Dia da Criança!
[com ou sem crianças pequeninas à volta, mas espero que com a criança que existe em vós bem por perto!]

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Amor é... (6)



... uma frágil flor!


Como todas as flores, nasce de uma semente,
seja ela uma paixão avassaladora,
uma amizade firme e duradoura
ou apenas uma empatia crescente...

Uma vez germinada, a semente desabrocha,
o pequeno e frágil caule perfura a terra dura
e a planta começa a crescer...
Nascem as primeiras folhas...
Surgem as primeiras provações,
o sol, o vento, a chuva, o frio...

Algumas não resistem, sucumbem...
pois o jardineiro não as protegeu devidamente.
Outras, cuidadas, protegidas e mimadas,
resistem a tudo, fortalecem-se e continuam a crescer!
Estas são as plantas que dão as mais lindas flores
dos mais belos e cheirosos jardins do mundo!

Neste ciclo de vida,
o papel diário do jardineiro é crucial:
se esta frágil planta deixar de ser
regada, cuidada e protegida,
acabará por enfraquecer e morrer.

Assim é o amor,
deve ser protegido,
alimentado, cuidado e mimado
todos os dias.

Esse é o papel de cada um de nós,
os jardineiros da nossa flor do amor.
No dia em que pensarmos
que o amor já foi conquistado,
nesse mesmo dia,
ele começa a enfraquecer
e, mais tarde ou mais cedo,
acabará por morrer...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Pronúncia do NORTE

"Os tontos chamam-lhe torpe", já diz Rui Reininho há muitos anos.
Concordo plenamente!

Eu cá, tenho muito orgulho na minha pronúncia do Norte!
As vogais mais abertas,
Os B e os V trocados,
As expressões como "à minha beira",
(aliás, um fino sabe bem melhor do que uma imperial!)
Os novos membros do corpo começados por J
(além dos joelhos, temos ojolhos, ajorelhas, ojombros e ajunhas)...

Não, não sou regionalista!
Mas, orgulho-me da minha identidade
E a minha pronúncia faz parte do meu EU!

Aliás, é esta diversidade que faz da minha Língua Portuguesa
tão bela, tão rica e tão querida aos seus cerca de 200 milhões de falantes.
Com sotaque brasileiro, com pronúncia do Norte, da Madeira, dos Açores...
Com ou sem acordo ortográfico,
Todos somos LUSÓFONOS!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Drama num só Acto e numa só Cena


A Queda de um Anjo


(A acção decorre num jardim, ao entardecer. À medida que a acção decorre, a luz vai enfraquecendo, imitando a luminosidade do crepúsculo. Estão em cena duas personagens, O Tal, vestido de negro, e O Outro, vestido de branco. Quando abre o pano, estão ambos no meio do palco, a conversar. O clima está tenso.)

O Outro - Não vais começar a chorar agora outra vez?! Achas que ele(a) merece?!

O Tal - Eu sei que não. Eu não quero... mas... não consigo evitar! (as lágrimas rolam-lhe pela face, uma, outra e mais outra...) Não choro pelo mal que me fez, não choro por ele(a)... mas por mim! Pelo mal que me fiz! Pelos sonhos desfeitos! Pelas ilusões defraudadas! Por que ousei sonhar? Por que me deixei levar pelas ilusões? É por mim, por mim, que choro!!!! Pela mania de ser optimista e de encarar sempre tudo com um sorriso nos lábios e com tanta expectativa... É por esta mania de ver o mundo em tons de cor-de-rosa! Por acreditar em príncipes e princesas... em histórias que começam por "Era uma vez..." e acabam em "e viveram felizes para sempre"!

(O Outro aproxima-se, abraça-o carinhosamente, afaga-lhe o cabelo, tenta acalmá-lo)

O Outro - Então, mas não é assim que devemos encarar a vida, com optimismo?! Quando se perder a ilusão, o sonho, o que restará?! "O sonho comanda a vida", lembraste?!

O Tal - Tretas!!!! O sonho só serve para lutarmos e perdermos! A ilusão só serve para nos desiludirmos! Basta de mundo cor-de-rosa! Basta de príncipes, princesas e de histórias de encantar! Basta!!!!! Basta de sonhar!!!!!

(O Tal abandona a cena, saindo pela direita. O Outro fica uns instantes parado a olhar na sua direcção, encolhe os ombros e acaba por sair de cena, também pela direita. O pano fecha.)

sábado, 3 de maio de 2008

Tributo ao SOL


Quem me conhece bem, sabe que o SOL é o centro da minha vida!
Gravito em torno deste astro, fonte de energia, boa disposição, força, determinação, ondas positivas...
Adoro senti-lo beijar a minha pele!
Adoro acordar com ele a espreitar na minha janela!
Adoro vê-lo nascer, despertar a Terra do seu sono nocturno!
Adoro ficar na janela do meu quarto vê-lo desaparecer ao final do dia!
Adoro ficar na praia a aproveitar a última réstia da sua luz!
Adoro as cores púrpura com que pinta o horizonte!
Sempre que acordo com o SOL na janela, sorrio,
pois isto basta para que o meu dia corra melhor,
por muito stress e confusão que possa surgir!

Hoje, dia do SOL, não podia deixar de lhe prestar este tributo!
E agradecer tudo o que ele me transmite,
tudo o que ele significa para mim!