O que me vai na alma...

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Lição de vida!

Eu não conheço o segredo do sucesso,
mas o segredo do fracasso é tentar fazer sempre a vontade dos outros.


[Bernard Shaw]

terça-feira, 19 de maio de 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009


Por que é que o céu estrelado é mais bonito visto do pátio dos meus pais?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Verdade(s)

"Tout est vrai et rien n'est vrai!"

[Albert Camus, Étranger]

Tudo depende da perspectiva em que nos colocamos, tudo depende daquilo em que queremos acreditar e daquilo por que queremos lutar, tudo depende de cada um de nós!

Se a verdade fosse a mesma para cada um de nós, como seria cinzento e monótono o mundo... mas também seria com certeza mais harmonioso!

[Um clássico repleto de deixas para nos fazer pensar sobre a nossa existência e sobre a forma como nos posicionamos no mundo... esta é apenas uma delas! Recomendo vivamente!]

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A desumanidade da Humanidade

Fui ver...
consciencializador...
chocante... assustador...
retrato desumano da Humanidade...
tão horroroso e tão potencialmente verdadeiro...
IMPERDÍVEL!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008


Nunca desvalorizes ninguém
Guarda cada pessoa perto do teu coração
Porque um dia podes acordar
E perceber que perdeste um diamante
Enquanto estavas muito ocupado(a) a coleccionar pedras.

[desconheço o autor]

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O amor não é... (1)

... um sentimento de posse!


"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca."

[Antoine de Saint-Exupéry, in Cidadela]

terça-feira, 2 de setembro de 2008

sábado, 16 de agosto de 2008

Amor é... (10)

... LINDO!!!!!!!!!



[é a conclusão a que chego depois de ter visto a cumplicidade e a felicidade estampada no rosto dos noivos que vi casar ontem! Liiiiiiiindoooooo... até fiquei com vontade de casar também ;)]



[Nikita, flores com que abençoámos o enlace do casamento de ontem]

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Specialness


Estas são as duas reflexões de final de dia, depois de ter assistido ao filme Panda Kung Fu, supostamente para crianças:
"To make something special,
you just have to believe it's special."
"There is no secret ingredient, just yourself!"
A "specialness" está onde queremos acreditar que ela está. O que faz de alguém especial ou de algum momento especial? O que faz a aletria da minha mãe especial? O que faz uma música ou um livro especial? Não existe "ingrediente secreto", não existe segredo... o que faz algo ou alguém especial é a nossa vontade em tornar esse algo ou esse alguém especial! E o que faz com que deixem de ser especiais é, igualmente, a nossa vontade! Como defendia Antoine de Saint-Exupéry no Principezinho, o mais importante é invisível aos olhos e é isso que faz as pessoas, os momentos, as coisas especiais. Porquê? Porque muitas vezes a "specialness" e a capacidade de a ver reside em nós e não nos outros!
O mesmo se aplica a nós! A auto-confiança, a auto-estima, a segurança, o respeito e o orgulho em nós próprios e nas nossas escolhas são o nosso ingrediente especial. Como diz o ditado: "se eu não gostar de mim, quem gostará?"

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Comunicação ou diálogo de surdos?


"A comunicação, no entanto, é um elemento banal da nossa vida. A nossa existência é tecida de comunicações mais ou menos fragmentadas, mais ou menos bem sucedidas. Além disso, cada pessoa tem já os seus hábitos, as suas atitudes perante os seus semelhantes: circuitos de fuga ou de recuo, consoante se sente mais ou menos vulnerável, ou sente o vizinho como mais ou menos temível. Cada pessoa elabora, assim, para viver, um sistema mais ou menos consciente de protecção contra o que provém dos outros, os riscos de influência, de curiosidade ou de apego. Em resumo, uma autêntica camuflagem transforma as nossas relações com os nossos semelhantes em diálogos de surdos."


[Luc Albarello et al, Práticas e Métodos de Investigação em Ciências Sociais]

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Chocada...

Acabei de ver esta reportagem...
... fiquei sem palavras...
... como é possível destruir assim uma vida????
... como é possível bater tão lá no fundo???

Como se ajuda uma pessoa destas???
Quererá ela ser ajudada???

É a vida, eu sei... mas não consigo ficar indiferente...

Argggggghhhhh

:S

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O amor é... (9)


... finito!


Ora vejam o teor desta notícia! Tudo acaba...


[Mas, seria isto verdadeiramente amor? Não acredito muito em amor à primeira vista! À primeira vista, só nos atraímos pela "embalagem", e isso também é muito importante. Mas, Amor, é muito mais do que isso... requer o conhecer e o apreciar o "conteúdo"... requer cedências, negociação, partilha... lágrimas e sorrisos... cumplicidade... longas conversas e longos silêncios... enfim, o Amor constrói-se, solidifica-se, não se sente assim, de um momento para o outro! Isso é paixão, e mais cedo ou mais tarde, vai-se...]


terça-feira, 29 de julho de 2008

Era uma vez...

... um príncipe... ou uma princesa... como queiram...
[vou passar a narrar o resto da história referindo-me ao príncipe, mas podem sempre ir fazendo as alterações de género se por acaso preferirem uma história com uma heroína princesa]

Recomeçando,

Era uma vez, um príncipe...
... bonito, inteligente, bem-humorado, simpático...
... mas que tinha um grande problema que o impedia de ser feliz na sua plenitude.

A sua família estimava-o muito. Tinha uma relação franca e harmoniosa com os pais e irmãos. Até com os criados era bastante afável, era querido e admirado entre todos. Neste domínio não sentia qualquer limitação...

Tinha muitos amigos, com quem se divertia imenso, de quem gostava muito e por quem era bastante apreciado. Era um príncipe divertido, que gostava imenso de sair e de fazer grandes farras com os amigos. Ele era capaz de criar e manter empatias, tinha amizades muito fortes e duradouras. Também não tinha qualquer limitação neste domínio.

Tinha um trabalho que adorava, tinha estudado nas melhores escolas e era um dos mais conceituados profissionais na sua área! No que diz respeito à sua vida profissional, tudo corria às mil maravilhas.

Apesar de ser bonito e de atrair a atenção de muitas mulheres no reino e fora dele, princesas ou não... apesar de se ter apaixonado diversas vezes... apesar de ter já tido alguns relacionamentos mais ou menos sérios... a verdade é que este príncipe não era capaz de amar, de se entregar, de partilhar a sua vida com ninguém. E por isso, vivia infeliz, sentia-se solitário, embora por vezes estivesse rodeado de imensos amigos e familiares que muito lhe queriam bem!

A consciência dessa sua incapacidade ainda o deixava mais triste e desiludido consigo mesmo. Sempre que se voltava a apaixonar, pensava que iria ser diferente... mas, depois, via-se a fazer constantemente os mesmos erros: a entregar-se e a fugir, a confiar e a desconfiar, enfim... via-se constantemente no meio de enredos incoerentes, criados única e simplesmente por causa dessa sua incapacidade de amar, de se entregar... e elas acabavam por desistir, por sair magoadas e por o deixarem sozinho, mesmo que muitas vezes ainda o continuassem a amar...

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[aceitam-se sugestões para o final desta história... gostaria que acabasse como as típicas histórias de encantar, mas, sinceramente, não sei se desta vez isso será possível... porque nesta história de encantar não podem entrar seres sobrenaturais, como as fadas, que com as suas varinha mágicas e pózinhos de perlimpimpim resolvem todos os problemas. Será o príncipe capaz de resolver esta sua incapacidade e ser feliz? Não sei, sinceramente não sei...]


quinta-feira, 24 de julho de 2008

As distâncias...


«Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:

- Por que é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

- Gritamos porque perdemos a calma. - disse um deles.

- Mas, porquê gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - questionou novamente o pensador.

- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça! - respondeu outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:

- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância, essas pessoas têm de gritar para se poderem escutar mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais alto terão de gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão apaixonadas? Elas não gritam, falam suavemente. E porquê? Porque os seus corações estão muito perto, a distância entre elas é pequena. Às vezes os seus corações estão tão próximos, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não precisam sequer de sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações entendem-se. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

- Quando vocês discutirem, não deixem que os seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.»

[Desconheço o autor]

quarta-feira, 23 de julho de 2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

Empatia


"A empatia só se cria se,

diante dos nossos olhos,

tivermos outros olhos,

se tivermos um rosto humano."


[Alice Vieira]



[Obrigada, Mestre, por teres partilhado comigo estas palavras! Foi apenas uma das coisas que aprendi hoje contigo! Parabéns!]

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Mama always said life was like a box of chocolates.
You never know what you're gonna get."

[Tom Hanks, in Forrest Gump]

domingo, 25 de maio de 2008

Egoísmo e Altruísmo


"Like the naked leads the blind.
I know I'm selfish, I'm unkind.
Sucker love I always find,
Someone to bruise and leave behind.

All alone in space and time.
There's nothing here but what here's mine.
Something borrowed, something blue.
Every me and every you.
Every me and every you,
Every Me...he"
[Placebo, Every me and every you]

Ao ouvir esta música, dei por mim a pensar como todos somos uns FDP egoístas, por mais altruístas que queiramos ser... esta é a mais pura das verdades: quando o que está em causa são os nossos interesses, a nossa felicidade, as nossas metas, todos lutamos por aquilo que queremos, pensamos em nós em primeiro lugar... logo, todos somos uns FDP egoístas!

Felizmente, nem todos levamos ao extremo esse egoísmo, nem todos temos um discurso como este dos Placebo, e ainda bem! Mas... faz pensar...

Será que alguém pode ser verdadeiramente altruísta????
Na minha opinão, todo o altruísmo tem um quê de egoísmo!
Paradoxal, mas verdadeiro!

domingo, 18 de maio de 2008

Do acto de falar...

"Durante uns dias o cão não falou. Digo bem: não falou. A fala é muito complicada. Está antes da palavra, como a poesia. E aquele cão falava. Falava com os seus vários modos de silêncio, falava com os olhos, falava, até, com o rabo, falava com o andar, com as inclinações de cabeça, com o levantar ou baixar as orelhas. Daquela vez calou-se por completo. Não falou com nenhum dos seus sinais. Nem sequer com o seu silêncio."

[Manuel Alegre, Cão como Nós]

Falar...

Será que só falamos quando articulamos sons, sons esses que juntos formam palavras, palavras essas que, como uma sinfonia, transmitem mensagens?

Tal como Kurika [o cão que é descrito neste excerto da deliciosa obra de Manuel Alegre citada acima] fala sem falar, será que também nós falamos sem falar?

Eu penso que sim, os olhos, os gestos, as hesitações, os silêncios, o tom de voz, o rubor da face, os ditos e os não ditos... tudo isso fala e, por vezes, fala até mais do que os próprios sons articulados que emitimos!